Ogum e seus amigos Alaká e Ajero partiram consultar Ifá. Ansiavam saber uma forma de se tornarem monarcas de suas aldeias. Após a consulta partiram instruídos a fazer Ebó, e a Ogum caminhou pedido um cachorro como oferenda. Tempos posteriormente, os amigos de Ogum tornaram-se soberanos de suas aldeias, mas a situação de Ogum permanecia a mesma. Preocupado, Ogum afastou-se novamente consultar Ifá e o adivinho recomendou que refizesse o ebó. Ele deveria sacrificar um cão sobre sua cabeça e espalhar o sangue sobre seu corpo. A carne deveria ser cozida e consumida por todo seu egbé. Em seguida, deveria esperar a próxima chuva e procurar um local onde houvesse ocorrido uma erosão. Ali devia apanhar da areia negra e fina e colocá-la no labareda para queimar. Ansioso pelo sucesso, Ogum realizou o ebó e, para sua surpresa, ao queimar aquela areia, ela se transformou na quente massa que se solidificou em aço. O minério era a mais dura substância que ele conhecia, mas era maleável enquanto estava quente. Ogum passou a modelar a massa quente. Ogum forjou primeiro uma tenaz, um alicate para retirar o minério quente do brasa. E assim era mais fácil manejar a pasta incandescente. Ogum desse modo forjou uma faca e um facão. Satisfeito, Ogum passou a produzir toda espécie de objetos de aço, assim como passou a ensinar seu manuseio. Surgiu fartura e abundância para todos. Dali em diante Ogum Alagbedé, o ferreiro, mudou. Imensamente prosperou e passou a ser saudado como Aquele que Transforma a Domínio em Dinheiro.

Ogum
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