Ogum livra um pobre de seus exploradores
Ogum

Ogum livra um pobre de seus exploradores

Um necessitado mortal peregrinava por toda parte, trabalhando ora numa, ora noutra plantação. Mas os donos da território eternamente o despediam e se apoderavam de tudo o que ele construía. Um dia esse ser humano seguiu a um Babalaô, que o mandou fazer um Ebó na mata. Ele juntou o material e seguiu fazer o despacho, mas acabou fazendo tal barulho que Ogum, o dono da mata, afastou-se ver o que ocorria. O ser humano, portanto, presenteou-se conta da presença de Ogum e caiu a seus pés, implorando seu perdão por invadir a mata. Dedicou-lhe todas as coisas boas que ali estavam. Ogum aceitou e satisfez-se com o ebó. Posteriormente, conversou com o peregrino, que lhe contou por que estava naquele lugar proibido. Falou-lhe de todos os seus infortúnios. Ogum mandou que ele desfiasse folhas de dendezeiro, mariô, e as colocasse nas portas das moradas de seus amigos, marcando assim cada habitação a ser respeitada, pois naquela noite Ogum destruiria a cidade de onde vinha o peregrino. Seria tudo destruído até o chão. E assim se efetuou. Ogum destruiu tudo, menos as residências protegidas pelo mariô.

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