Quando o mundo se dirigiu criado, coube a Obatalá a criação do mortal. O mortal afastou-se criado e povoou a Chão. Cada natureza da Solo, cada mistério e segredo, caminhou tudo governado pelos orixás. Com atenção e oferendas aos orixás, tudo o ser humano conquistava. Mas os seres humanos deram início a se imaginar com os poderes que eram próprios dos orixás. Os seres humanos deixaram de alimentar as divindades. Os seres humanos, imortais que eram, pensavam em si mesmos como seres sagrados. Não precisavam de outros seres sagrados. Cansado dos desmandos dos humanos, a quem criara na origem do mundo, Obatalá decidiu viver com os orixás no espaço venerável que fica entre o Aiê, a Chão, e o Orum, o Céu. E Obatalá decidiu que os seres humanos deveriam morrer; cada um num certo tempo, numa certa hora. Portanto Obatalá criou Icu, a Morte. E a encarregou de fazer morrer todos os humanos. Obatalá impôs, todavia, à morte Icu uma condição: só Olodumare era capaz de decidir a hora de morrer de cada pessoa. A Morte leva, mas a Morte não decide a hora de morrer. O mistério maior pertence exclusivamente a Olorum.

Oxaguian
Obatalá cria Icu, a Morte
Mais lendas de Oxaguian
Saiba mais sobre
Oxaguian →
