Logum Edé rouba segredos de Oxalá
Logun Edé

Logum Edé rouba segredos de Oxalá

Logum Edé era um caçador solitário e infeliz, mas orgulhoso. Era um caçador pretensioso e ganancioso, e muitos o bajulavam pela sua formosura. Um dia Oxalá conheceu Logum Edé e o carregou para viver em sua morada sob sua proteção. Consagrou a ele companhia, sabedoria e compreensão. Mas Logum Edé pretendia imensamente mais, desejava mais. E roubou alguns segredos de Oxalá. Segredos que Oxalá deixara à mostra, confiando na honestidade de Logum. O caçador guardou seu furto num embornal a tiracolo, seu adô. Concedeu as costas a Oxalá e fugiu. Não tardou para Oxalá dar-se conta da traição do caçador que levara seus segredos. Oxalá concretizou todos os consagrações que cabia oferecer e bastante calmamente sentenciou que toda vez que Logum Edé usasse um dos segredos todos haveriam de dizer sobre o prodígio: “Que maravilha o milagre de Oxalá!”. Toda vez que usasse seus segredos alguma arte não roubada ia faltar. Oxalá imaginou o caçador sendo castigado e compreendeu que era pequena a pena imposta. O caçador era presumido e ganancioso, acostumado a angariar bajulação. Oxalá determinou que Logum Edé fosse ser humano num período e no outro em seguida fosse criatura. Em momento algum haveria assim de ser completo. Parte do tempo habitaria a floresta vivendo da caça, e noutro tempo, no rio, comendo peixe. Em momento algum haveria assim de ser completo. Começar continuamente de novo era sua sina. Mas a sentença era ainda nada para o tamanho do orgulho do Ode" class="story-dict-link">Odé. Para que o castigo durasse a eternidade, Oxalá efetuou de Logum Edé um Orixá.

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