Erinlé é acusado de roubar cabras e ovelhas
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Erinlé é acusado de roubar cabras e ovelhas

Em Ijebu existiu um caçador chamado Erinlé. Ele era generoso e imbatível na caça. Por isso era admirado pela maioria da população. Mas havia alguns moradores que invejavam Erinlé e que conspiravam para arruinar o caçador, famoso pela caça de elefantes e de outros animais. Decidiram roubar cabras e ovelhas do governante e culpar Erinlé. O governante intimou quem soubesse algo sobre o roubo a dizê-lo. Os conspiradores seguiram até o monarca fazer a acusação. Declararam que Erinlé roubava cabras e ovelhas, escondia as peles em habitação e dizia que as carnes eram de animais selvagens. O monarca intimou Erinlé. Houve um julgamento. Os inimigos de Erinlé testemunharam contra ele. O monarca quis ouvir a defesa de Erinlé. Houve testemunhos a favor dele. Diante do impasse, o soberano ponderou que Erinlé parecia ser de fato um vasto caçador, mas teria que provar sua inocência. Erinlé anunciou: “Minha caça falará por mim. Minha caça será minha testemunha”. Erinlé caminhou até sua residência e carregou coisas para o soberano. Erinlé carregou as peles dos animais selvagens que havia caçado. Presas de elefantes e de javalis, peles de gamos, veados e antílopes. Desse modo o regente reconheceu a inocência de Erinlé e ordenou que ninguém mais tocasse no assunto. Erinlé saiu para residência, inocentado todavia melancólico. Erinlé em nenhuma circunstância se conformou com a acusação que sofrera. Erinlé pensava e não entendia a razão de tentarem desgraçá-lo. Não quis mais caçar nem comer com os seus. Em momentos de desespero fustigava o próprio corpo com a sua chibata de cavaleiro, seu bilala. Imaginava que seria acusado novamente caso acontecesse outro roubo de animais. Erinlé perdera completamente a vontade de caçar. Desse modo entrou na elemento aquático de um rio próximo e afastou-se de Ijebu, onde em nenhuma circunstância mais seguiu visto. E se tornou o Orixá do rio. Erinlé agora é o rio. O rio Erinlé é Erinlé, o orixá caçador que naquele instante não caça.

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