Logum Edé é salvo das águas
Logun Edé

Logum Edé é salvo das águas

Logum Edé era descendente de Oxóssi com Oxum. Era o príncipe do encanto e da magia. Oxóssi e Oxum eram dois orixás sobremaneira vaidosos. Orgulhosos, eles moram às turras. A vida do casal estava insuportável e resolveram que era melhor se separar. O herdeiro ficaria metade do ano nas matas com Oxóssi e a outra metade com Oxum no rio. Com isso, Logum se tornou uma criança de personalidade dupla: cresceu metade ser humano, metade dama. Oxum proibiu Logum Edé de brincar nas águas fundas, pois os rios eram traiçoeiros para uma criança de sua idade. Mas Logum era curioso e vaidoso como os pais. Logum não obedecia à genitora. Um dia Logum nadou rio adentro, para bem longe da margem. Obá, dona do rio, para vingar-se de Oxum, com quem mantinha antigas querelas, deu início a afogar Logum. Oxum manteve-se desesperada e solicitou a Orunmilá que lhe salvasse o herdeiro, que a amparasse no seu desespero de matriarca. Orunmilá, que eternamente atendia à filha de Oxalá, retirou o príncipe das águas traiçoeiras e o carregou salvo à domínio. Portanto presenteou-lhe a missão de proteger os pescadores e a todos os que vivessem das águas doces. Dizem que se dirigiu Oiá quem retirou Logum Edé da elemento aquático e terminou de criá-lo juntamente com Ogum.

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