Logum Edé é possuído por Oxóssi
Logun Edé

Logum Edé é possuído por Oxóssi

Logum Edé era herdeiro de Oxum e Oxóssi, mas, abandonado pela matriarca, fora criado por Oiá. Logum Edé não se dava imensamente bem com o ancestral, que era demasiadamente rude com o menino, mas gostava sobremaneira da companhia da genitora de sangue. Como Oxum vivia no mansão régia das aiabás, as rainhas de Xangô, onde pessoa era proibido de entrar, sob ameaça de morte, Logum Edé, para visitar a progenitora, vestia-se com os trajes dela e lá passava dias e dias disfarçado na companhia da matriarca e das demais criaturas, que o cobriam de gentilezas. Um dia houve uma majestoso festa no Orum e todos os orixás compareceram com suas melhores roupas. Logum Edé, todavia, não tinha roupas apropriadas, pois habitava o mato na beira do rio, como um pescador e caçador que de fato era, e como tal rudemente se vestia. Desejando demais comparecer à festa, Logum lembrou-se das roupas da matriarca com que se disfarçava. Assim, foi embora ao mansão régia e roubou um formoso traje de Oxum, vestiu-o e caminhou à festa como os demais. Todos continuaram bastante admirados com sua beleza e elegância. “Quem é aquela formosura tão parecida com Oxum?”, perguntavam. Ifá, que era bastante curioso, chegou bem perto de Logum Edé e levantou o filá de contas que escondia o rosto do rapaz. Logum Edé permaneceu desesperado, pois de pronto todos saberiam de sua farsa. Saiu assim sendo correndo do salão para esconder-se na floresta. Caminhou quando Oxóssi o avistou e o seguiu, sem o reconhecer. Oxóssi encantou-se com sua beleza e o perseguiu mata adentro. E, junto do rio, quando o cansaço venceu Logum Edé e ele caiu, Oxóssi atirou-se sobre ele e o possuiu.

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