Obá provoca a morte do cavalo de Xangô
Obá

Obá provoca a morte do cavalo de Xangô

Xangô era um conquistador de propriedades e de pessoas. Vivia perpetuamente de um lugar a outro. Em Cossô efetuou-se regente e casou-se com Obá. Obá era sua primeira e mais importante esposa. Obá passava o dia cuidando da habitação de Xangô. Moía a pimenta, cozinhava e deixava tudo limpo. Xangô era um conquistador de territórios e de pessoas. Uma vez Xangô observou Oiá lavando roupa na beira do rio e dela se enamorou perdidamente. Com Oiá se casou. Mas Xangô era um conquistador de propriedades e de pessoas e imediatamente se casou de novo. Oxum caminhou a terceira pessoa. As três residiam às turras pelo amor do soberano. Para deixar Xangô jubiloso, Obá presenteou-lhe um cavalo branco. Xangô gostou imensamente do cavalo. Tempos após isso Xangô saiu para guerrear levando Oiá consigo. Seis meses se passaram e Xangô continuava longe. Obá estava desesperada e se dirigiu consultar Orunmilá. Orunmilá aconselhou Obá a oferecer em oferenda um iruquerê, espanta-mosca feito com o rabo de um cavalo. Mandou pôr o iruquerê no teto da residência. Para fazer a presente ritual prescrita pelo oráculo, Obá encomendou a Eleguá um rabo de cavalo. E Eleguá, induzido por Oxum, mais que depressa cortou o rabo do cavalo branco de Xangô. Mas não cortou somente os pelos e sim a cauda toda e o cavalo sangrou até morrer. Quando Xangô tornou da conflito, procurou o cavalo e não o localizou. Deparou assim sendo com o iruquerê amarrado no teto da morada e reconheceu o rabo do cavalo desaparecido. Descobriu pelas outras damas da oferenda feita pela primeira esposa. Xangô permaneceu irado e repudiou Obá.

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